Instituto Pensar - Juíza manda Exército e Zambelli explicarem matrícula de filho em Colégio Militar sem prestar prova

Juíza manda Exército e Zambelli explicarem matrícula de filho em Colégio Militar sem prestar prova


(Foto: Agência Câmara)

Nesta segunda-feira (31), a juíza Noemi Martins de Oliveira, da 5ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou que o comandante do Exército, general Edson Pujol, e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) expliquem a admissão do filho da parlamentar no Colégio Militar de Brasília sem que ele tenha prestado concurso público para a vaga. A ação popular foi movida pelo advogado Arthur Oliveira Dias da Silva.

No documento protocolado, Silva diz que Pujol fez uso de um "subterfúgio questionável para justificar o ingresso obscuro do estudante no Colégio Militar de Brasília?.

?Ameaças a Zambelli?

A autorização para que o menino ingressasse no Colégio Militar foi publicada em agosto do ano passado no Boletim de Acesso Restrito do Exército.

Para permitir a matrícula sem concurso foi citado um artigo das Disposições Transitórias do Regulamento dos Colégios Militar. O artigo, no entanto, não trata de matrículas e estabelece que casos "considerados especiais poderão ser julgados pelo Comandante do Exército?.

Na ação, o advogado pede que a matrícula do aluno seja cancelada e que os réus, Pujol e Zambelli, sejam condenados a ressarcir os prejuízos causados à União.

No ano passado, a deputada alegou que solicitara a vaga para o filho por conta de ameaças que ambos estavam sofrendo ? segundo ela, a escola seria mais segura. Nesta segunda, Zambelli disse que "mais de 80% dos alunos? do Colégio Militar entram na instituição sem concurso, "de acordo com o trabalho dos seus pais, que são servidores federais, militares, embaixadores etc??.

De acordo com o despacho, ambos terão 20 dias para contestar a ação.

Com informações da CNN Brasil



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